A entorse de tornozelo é uma das lesões ortopédicas mais comuns e ocorre quando os ligamentos que sustentam a articulação são esticados além de sua capacidade normal, podendo sofrer rupturas parciais ou totais. Geralmente, isso acontece em um movimento de inversão, quando o pé “vira” para dentro, forçando a estrutura lateral do tornozelo.
As causas são variadas, indo desde a prática de esportes de contato e corrida até acidentes domésticos simples, como pisar em um buraco na calçada ou descer uma escada de mau jeito. O uso de calçados instáveis, como saltos altos, e a fraqueza muscular na região também aumentam significativamente o risco desse tipo de lesão.
Os sintomas surgem quase imediatamente após o trauma. A dor é intensa e local, seguida rapidamente por inchaço (edema) e, em muitos casos, o aparecimento de manchas roxas (hematomas). A dificuldade para apoiar o pé no chão é comum, e a articulação pode ficar rígida e sensível ao toque.
O diagnóstico deve ser feito por um ortopedista para avaliar a gravidade da lesão, que é classificada em graus (I, II ou III). O exame físico é complementado por Radiografias, essenciais para descartar fraturas associadas, e, em casos mais severos ou persistentes, a Ressonância Magnética para avaliar detalhadamente os danos aos ligamentos e cartilagem.
O tratamento imediato segue o protocolo PRICE: proteção, repouso, gelo, compressão e elevação. Na maioria dos casos, o tratamento é conservador, com uso de imobilizadores (botas ou tensores) e anti-inflamatórios. A reabilitação fisioterapêutica é crucial não apenas para aliviar a dor, mas para recuperar a estabilidade e a propriocepção (equilíbrio), prevenindo novas entorses.
Negligenciar uma entorse pode levar à instabilidade crônica do tornozelo, facilitando novas lesões e desgaste articular futuro. Se você sofreu um torção, mesmo que pareça leve, agende uma avaliação com o Dr. Alessandro Leite para garantir uma recuperação completa e segura, evitando sequelas a longo prazo.